sábado, 18 de janeiro de 2014

Ceplac alerta para nova praga que ameaça lavouras de cacau

A Comissão de Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) registrou, pela primeira vez na Bahia, o ataque da cochonilha rosada, um inseto que se alimenta de mais de 200 espécies de planta e está no rol de pragas potencialmente importantes. Os ataques foram registrados  em cacaueiros no município de Mucuri e detectada a presença em Itamaraju, no Extremo Sul do Estado, e no Recôncavo Baiano.

Segundo Alerta Fitossanitário enviado pela Ceplac a produtores, pesquisadores, produtores de mudas e fiscais agropecuários, o inseto nativo da China foi identificado no Brasil pela primeira vez em 2010, no Estado de Roraima, atacando mudas de hibisco, e em maio de 2012, encontrada em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, em cultivo de quiabo.


A dispersão do inseto é considerada rápida e ocorre através do vento, gotas d’água, formigas e roupas, sendo o transporte de mudas e frutos, especialmente de plantas ornamentais, a principal via.

Apesar do perigo que representa para a cultura cacaueira da Bahia, que conta com cerca de 400 mil hectares plantados, a Ceplac faz o alerta como precaução, mas ainda não foram registradas perdas nas lavouras. “No entanto, sabemos que em outras culturas, como a palma, café e citros, ela tem feito realmente estragos desastrosos”, afirma o pesquisador da Ceplac, George Sodré.

Segundo o entomologista da comissão, Kazuiyuki Nakayama, só as formas jovens (ninfas) e fêmeas adultas atacam as plantas, especialmente as partes em desenvolvimento (gema apical, fruto jovem, inflorescência e almofada floral), Durante a alimentação, ao sugar a seiva das plantas, os insetos injetam uma toxina que atrofia o crescimento das folhas, das inflorescências e dos frutos jovens.

As alterações provocadas no organismo das plantas com os ataques geram alterações nos tecidos podem levar o ramo à morte. Plantas com estes sintomas reduzem o crescimento em altura e o desenvolvimento vegetativo. Com a queda das folhas maduras, há diminuição da área foliar, reduzindo a atividade fotossintética da planta com consequências à sua produtividade.

Quando a cochonilha rosada ataca frutos de até doze centímetros de comprimento, a toxina liberada provoca hipotrofia do tecido, necrose do tegumento e consequente perda total do fruto.

Ainda de acordo com o entomologista, em curto prazo, poderá ser necessário fazer uso de inseticidas químicos para conter o avanço da praga, mas atualmente, só a deltametrina tem o registro e a extensão de uso para o cacaueiro. O especialista lembra que não é desejável a utilização contínua de um único inseticida, com o risco de a praga desenvolver resistência ao mesmo.

No médio prazo, é imperativo desenvolver programas de manejo integrado, incluindo o controle biológico e, nesse sentido, há no Brasil importantes iniciativas de pesquisas com inimigos naturais da cochonilha rosada em outros cultivos, incluindo a introdução de predadores.

Os inseticidas tiametoxam 250SC, imidacloprido 700 WG, imidacloprido 200SC, tiametoxam 10 Gr, tiametoxam 250 WG, acetamiprido 200 OS e tiacloprido 480 SC, já registrados no Ministério da Agricultura-MAPA para uso em lavouras de café, citros, cereais e cultivos hortícolas, podem ser usados na lavoura de cacau.

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